Envelhecimento saudável: como a idade muda o corpo e o que podemos fazer para viver melhor
14 de julho de 2026Envelhecer é um processo natural da vida, mas isso não significa que o corpo permaneça o mesmo ao longo dos anos. Com o passar do tempo, ocorrem mudanças no metabolismo, na composição corporal, na força muscular e na capacidade funcional, transformações que podem impactar diretamente a saúde, a autonomia e a qualidade de vida.
Uma das alterações mais conhecidas está relacionada ao metabolismo. O organismo passa a gastar menos energia, enquanto a massa muscular tende a diminuir gradualmente. Ao mesmo tempo, fatores como alimentação inadequada, sedentarismo, noites mal dormidas e estresse podem acelerar esse processo e contribuir para o surgimento de doenças crônicas.
Por outro lado, a ciência mostra que o envelhecimento saudável não depende apenas da idade cronológica. Hábitos adotados ao longo da vida exercem papel fundamental na preservação da saúde física e mental. Nesse contexto, a prática regular de atividade física se destaca como uma das principais aliadas da longevidade. Manter o corpo em movimento ajuda a preservar a força muscular, o equilíbrio, a mobilidade e a independência nas atividades do dia a dia, além de reduzir o risco de quedas e outras complicações comuns na maturidade.
Envelhecer com autonomia e propósito
Muito se fala em aumentar a expectativa de vida, mas o verdadeiro desafio da sociedade atual está em ampliar os anos vividos com autonomia, saúde e qualidade de vida. É nesse contexto que ganha força o conceito de envelhecimento ativo, proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivando a manutenção da independência, da participação social e do bem-estar ao longo dos anos.
Um exemplo de que envelhecer também pode significar descobrir novos caminhos vem da médica Regina Celi, assessora técnica de Saúde da FUNDAFFEMG. Neste ano, ela celebra 25 anos de atuação na Operadora e vê sua própria trajetória como reflexo desse novo olhar sobre a maturidade. “Entrei jovem, atravessei a consolidação profissional e hoje desfruto da maturidade. Esta etapa coincide com o que a OMS define como Envelhecimento Ativo”, explica.
Depois dos 60 anos, Regina decidiu iniciar uma nova especialização em Psiquiatria, somando essa formação às suas titulações em Cirurgia Geral e Mastologia, ao MBA em Gestão de Saúde pela FGV e a duas pós-graduações em Auditoria Médica. A escolha reforça sua convicção de que aprender e cuidar da saúde caminham juntos em todas as fases da vida.
“Foi uma escolha nascida da convicção de que a saúde do futuro passa, necessariamente, pelo cuidado com a mente e pela transformação do estilo de vida”, ressalta. Para ela, viver mais só faz sentido quando a longevidade vem acompanhada de equilíbrio, propósito e qualidade de vida. “A diferença da nossa geração com as anteriores é que decidimos envelhecer com propósitos renovados”.
O papel dos suplementos
Outro tema que vem ganhando espaço nas discussões sobre saúde é o uso de suplementos alimentares. Cada vez mais presentes na rotina de adultos e idosos, eles podem desempenhar um papel importante em situações específicas, mas seu uso deve ser orientado por profissionais de saúde e baseado em necessidades reais, e não em modismos ou promessas de resultados rápidos.
Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade, cultivo de um propósito de vida, fortalecimento das relações sociais e acompanhamento profissional. Esses são os pilares de um envelhecimento saudável, ativo e com maior qualidade de vida. Vale lembrar que a suplementação também pode fazer parte desse processo, desde que seja individualizada e utilizada quando houver indicação clínica.
Um convite para conversar sobre o envelhecimento
Para ampliar esse debate e incentivar escolhas mais conscientes, a FUNDAFFEMG realizará, no dia 30 de julho, às 14h30, mais uma edição do evento Vamos Falar Sobre Isso. Neste ano o tema será “Como a idade muda o corpo: metabolismo, função física e o papel dos suplementos”.
O encontro ocorrerá em formato híbrido (presencial e online) e reunirá profissionais de diferentes áreas da saúde para uma abordagem multiprofissional sobre o envelhecimento. A médica geriatra Dóris Diniz do Nascimento falará sobre as alterações fisiológicas que ocorrem ao longo da vida; a nutricionista Ludimila Machado de Oliveira abordará o metabolismo, a alimentação e o uso consciente dos suplementos; e a fisioterapeuta Suelen Araújo destacará a importância do movimento para preservar a força muscular, a funcionalidade e a autonomia.
Mais do que compreender as mudanças naturais do corpo, a proposta é mostrar que envelhecer com saúde é resultado de escolhas construídas ao longo da vida.
Envelhecer faz parte da vida. A forma como vivemos esse processo, porém, é construída diariamente por meio das escolhas que fazemos e do cuidado que dedicamos à nossa saúde. Esse é o convite da FUNDAFFEMG: ampliar o conhecimento para que cada pessoa possa viver essa etapa com mais autonomia, qualidade de vida e bem-estar.