Saúde mental: quando é hora de olhar com mais atenção para o que você sente?
30 de setembro de 2026O Setembro Amarelo amplia uma conversa que precisa acontecer durante todo o ano: cuidar da saúde mental também é cuidar da saúde. Ansiedade, tristeza e estresse fazem parte da vida. Mas, quando persistem e começam a afetar a rotina, os relacionamentos e a qualidade de vida, é importante buscar ajuda.
Nem todos os dias serão tranquilos. Há momentos em que podemos nos sentir mais ansiosos diante de uma decisão importante, tristes após uma perda, preocupados com um problema familiar ou estressados em períodos de maior pressão no trabalho. Essas emoções fazem parte da experiência humana e, por si só, não significam a existência de um transtorno mental.
Quando o que sentimos começa a pedir mais atenção?
Mais do que observar uma emoção isoladamente, é importante perceber há quanto tempo ela está presente, sua intensidade e o impacto que está provocando no cotidiano.
Mudanças persistentes no sono ou no apetite, irritabilidade frequente, dificuldade de concentração, desânimo, perda de interesse por atividades que antes davam prazer, isolamento social, sensação constante de exaustão e dificuldade para realizar tarefas são alguns sinais que merecem atenção.
No caso da ansiedade, por exemplo, sentir-se apreensivo diante de determinadas situações é natural. Mas preocupações excessivas ou difíceis de controlar, acompanhadas de medo, irritabilidade, alterações no sono, sintomas físicos ou comportamentos de evitação podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional.
Da mesma forma, tristeza não é sinônimo de depressão. Entretanto, quando o desânimo persiste e vem acompanhado de perda de interesse ou prazer, falta de energia, alterações de sono e apetite, dificuldades de concentração ou sentimentos de desesperança, é importante procurar orientação.
E o burnout?
Outro termo cada vez mais presente nas conversas sobre saúde mental é o burnout. Mas ele também precisa ser usado com cuidado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o burnout é um fenômeno relacionado especificamente ao contexto ocupacional e está associado ao estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente administrado. Entre suas características estão a sensação de esgotamento, um distanciamento mental ou negativismo em relação ao trabalho e a percepção de redução da eficácia profissional. Isso significa que nem todo cansaço é burnout, assim como nem toda tristeza é depressão e nem toda ansiedade representa um transtorno.
Não é preciso esperar chegar ao limite
O Ministério da Saúde orienta a procura por atendimento quando o sofrimento psíquico se torna persistente e prejudica diferentes áreas da vida. Procurar ajuda não precisa ser uma decisão reservada apenas aos momentos de crise. O acompanhamento psicológico também pode contribuir para o autoconhecimento, para a construção de estratégias de enfrentamento e para uma relação mais saudável com as emoções e os desafios do cotidiano.
Cuidar também é perceber o outro
O Setembro Amarelo nos lembra da importância de estarmos atentos às pessoas que fazem parte da nossa vida. Mudanças importantes de comportamento merecem atenção. Não existe um único sinal capaz de indicar que alguém está em sofrimento intenso, por isso é importante considerar o conjunto de mudanças e não minimizar aquilo que a pessoa expressa.
Escutar sem julgamentos, demonstrar disponibilidade e incentivar a busca por ajuda profissional podem fazer diferença. Em situações de risco imediato, pensamentos de morte ou de autoagressão, é necessário buscar atendimento de urgência. O SAMU pode ser acionado pelo 192. Para apoio emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Conte com a FUNDAFFEMG
Os beneficiários da FUNDAFFEMG contam com alternativas para cuidar da saúde mental. Pela plataforma Conexa Saúde, é possível agendar teleconsultas com profissionais de Psicologia e Psiquiatria. A FUNDAFFEMG também oferece atendimento com psicólogo no Espaço Sempr