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Ômega 3: para que serve e quais os benefícios para a saúde?

24 de junho de 2026

Entender sobre o suplemento ajuda a fazer escolhas mais conscientes

O ômega 3 se tornou um dos suplementos mais populares atualmente. Associado à saúde do coração, do cérebro e à recuperação muscular, ele aparece com frequência em recomendações nas redes sociais e nas rotinas de suplementação. Mas afinal, o que é o ômega 3 e quando ele realmente pode ser útil?

Trata-se de uma “gordura boa”, importante para o funcionamento do organismo. Ele pode ser obtido pela alimentação, especialmente em peixes como sardinha, salmão e atum, ou por suplementação, quando indicada por um profissional de saúde.

De acordo com Ludimila Oliveira, nutricionista do Espaço Sempre Saúde da FUNDAFFEMG, o aumento na popularidade do ômega 3 nos últimos anos ocorreu em função de um interesse crescente das pessoas por alimentação preventiva e envelhecimento saudável.

“O ômega 3 traz benefícios para a saúde cardiovascular, diminui processos inflamatórios, auxilia no controle da pressão arterial. Um de seus constituintes, o ácido graxo DHA, compõe as membranas das células do cérebro, por isso auxilia na memória e cognitivo”, explica a nutricionista.

EPA e DHA: qual a diferença?

Se você já comprou ômega 3 para suplementação, provavelmente já reparou nas siglas EPA e DAH nas embalagens. O que isso quer dizer? E, na prática, qual a diferença entre eles?

Ludimila esclarece que, embora ambos sejam tipos de ômega-3, EPA e DHA têm funções diferentes no organismo. “O EPA participa da produção de substâncias que ajudam a modular inflamações. Por isso, ele costuma ser mais associado à saúde cardiovascular, à redução do triglicerídeos e à recuperação muscular. O DHA faz parte da membrana das células, especialmente no cérebro e nos olhos. Ele é muito importante para memória e aprendizado”, explica.

O DHA está mais ligado à saúde cerebral e cognitiva. Ele participa do funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, contribuindo para memória, concentração e manutenção das funções cognitivas ao longo da vida. Por isso, costuma ser associado também ao cuidado com a saúde mental e ao envelhecimento saudável.

Já o EPA possui maior atuação anti-inflamatória e cardiovascular. Ele está relacionado ao aumento do HDL, conhecido como “bom colesterol”, além de auxiliar na proteção do coração e na redução de processos inflamatórios. Também pode contribuir para a recuperação muscular e para a redução de dores após atividades físicas.

Na hora de comprar, é preciso se atentar à descrição sobre o percentual de cada um desses componentes no suplemento. Em outras palavras, quanto de EPA e DHA há por cápsula ou por porção. Um exemplo prático:

  • 1000 mg de óleo de peixe
  • EPA: 180 mg
  • DHA: 120 mg

Nesse caso, apenas 300 mg são de ômega 3 ativo relevante.

Suplementação nunca deve ocorrer sem recomendação e orientação de um profissional da saúde

Apesar dos benefícios da suplementação, isso não significa que todas as pessoas precisem utilizá-la. A necessidade deve ser avaliada individualmente, levando em consideração aspectos como alimentação, exames, histórico de saúde e rotina.

“Avaliar o estado da saúde cardiovascular, bem como exames de colesterol total e frações e considerações médicas, auxilia na indicação de suplementação. Em casos de prática de atividade física intensa e doenças autoimunes e inflamatórias, também pode ser considerada a possibilidade de suplementar o ômega 3”, explica a nutricionista.

Além disso, é importante lembrar que suplemento não substitui hábitos saudáveis. Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e acompanhamento profissional continuam sendo a base do cuidado com a saúde.

A qualidade e a procedência dos produtos também merecem atenção. Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental buscar orientação profissional, ler os rótulos com cuidado e desconfiar de promessas milagrosas ou resultados rápidos demais.

Na hora de fazer a compra, Ludimila reforça que é importante avaliar a procedência e a pureza do produto. “Peça indicações ao seu nutricionista. Como o ômega 3 vem frequentemente de peixes, é importante considerar controle de metais pesados (como mercúrio), qualidade da matéria-prima e processos de purificação”.

Ela também lembra que o ômega 3 é uma gordura sensível e pode oxidar (“rançar”). Por isso, reforça alguns sinais importantes de que o suplemento não está em condições de consumo:

  • Cheiro muito forte de peixe;
  • Gosto rançoso;
  • Cápsulas pegajosas ou alteradas.

Cuidar da saúde de forma consciente significa entender as reais necessidades do corpo e fazer escolhas baseadas em informação de qualidade. Fique atento!

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